Brasília (DF) – A Caixa Econômica Federal fechou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, uma queda expressiva de 34,4% na comparação anual. Segundo dados do Feed Editoria, o resultado foi pressionado por um ajuste contábil severo: as provisões para devedores duvidosos mais do que dobraram, alcançando R$ 6,5 bilhões, em resposta direta às novas exigências do Banco Central para a cobertura de riscos.
A instituição financeira explicou que essa mudança de metodologia não reflete, necessariamente, uma piora na saúde da carteira de crédito, mas sim uma antecipação de perdas esperadas. Mesmo com o recuo no lucro, a Caixa manteve o fôlego em suas operações, elevando a carteira total de crédito para R$ 1,41 trilhão. O financiamento imobiliário continua sendo o motor do banco, consolidando uma participação de 68% no mercado brasileiro, com R$ 966,2 bilhões aplicados no setor.
O desempenho operacional também mostrou resiliência, com a margem financeira atingindo R$ 18,3 bilhões, um avanço de 11,8% em doze meses. Enquanto o crédito consignado segue como o principal componente da carteira de pessoa física, representando 73,7% do total, o banco reforça que a transição regulatória imposta pelo BC foi o fator determinante para o balanço trimestral. O patrimônio líquido da estatal encerrou o período em R$ 153,2 bilhões, acompanhado por ativos totais que somam R$ 2,4 trilhões.






































































































