Baixo Guandu (ES) – A segunda etapa do Revalida 2025/2, a prova prática do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira, será aplicada neste sábado (16) e domingo (17). O exame está reservado aos candidatos que foram aprovados na primeira etapa do segundo semestre de 2025.
Para participar, o médico formado no exterior precisa usar jaleco, preferencialmente na cor branca. O Revalida existe para avaliar conhecimentos, habilidades e competências necessários ao exercício profissional no Brasil, alinhados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Onde será a prova prática
As atividades serão realizadas em cidades distribuídas nas regiões Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Antes de se deslocar, o candidato deve conferir o endereço do local de prova prática, além dos horários e do número de inscrição, no Cartão de Confirmação da Inscrição.
Esse documento individual fica disponível na Página do Participante do Sistema Revalida. No mesmo arquivo, o candidato encontra a informação sobre atendimento especializado ou sobre tratamento por nome social para pessoas transgênero e travestis que desejam ser atendidas de acordo com sua identidade de gênero.
Mesmo não sendo uma exigência, o Inep recomenda que o participante leve o cartão nos dois dias de provas práticas. Afinal, é ali que constam os dados usados para orientar a organização do exame.
Como funciona no sábado e no domingo
No sábado (16) e no domingo (17), a prova de habilidades clínicas ocorre em dois períodos. Conforme o edital do Revalida 2025/2, a aplicação seguirá o horário de Brasília.
O acesso aos locais de aplicação será liberado às 11h, no primeiro período, e às 15h, no segundo. A orientação é chegar ao local com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao horário previsto para o início do exame.
Os portões serão fechados às 12h e às 16h, respectivamente. A partir desse fechamento, as provas começam. Depois de entrar, o participante deve se preparar para cumprir o roteiro do exame.
Documentos aceitos no dia
Para fazer a prova, o candidato precisa apresentar documento oficial de identificação com foto. Podem ser usadas identidades expedidas pelas secretarias de Segurança Pública, polícias Militar e Federal, ou pelas Forças Armadas.
Também é aceito o documento expedido pelo Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive no caso de reconhecidos como refugiados. A Carteira de Registro Nacional Migratório e a identificação emitida por ordens ou conselhos de classe com validade como documento de identidade, por lei, igualmente podem ser apresentadas.
Além disso, são válidos passaporte, Carteira Nacional de Habilitação e Carteira de Trabalho. O edital ainda prevê a utilização de documentos digitais com foto, como e-Título, CNH digital, RG digital e Carteira de Identidade Nacional (CIN) digital, desde que apresentados nos aplicativos oficiais do Estado brasileiro ou no aplicativo Gov.br.
Antes de entrar na sala de espera, o participante deve guardar, no envelope porta-objetos, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos, desligados, além de outros pertences não permitidos. O objetivo é manter o ambiente do exame organizado e dentro das regras previstas.
As estações e as tarefas avaliadas
No dia do exame, o participante percorre dez estações, cinco por dia de prova, para realizar tarefas específicas das áreas de clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia e pediatria. Também há avaliação em medicina de família e comunidade, e, de forma interdisciplinar, conhecimentos em saúde coletiva e saúde mental.
As tarefas podem envolver investigação de história clínica, interpretação de exames, formulação de hipóteses diagnósticas, demonstração de procedimentos médicos e aconselhamento a pacientes ou familiares, entre outras atividades. Em cada estação, haverá pessoas que interpretam os pacientes, médicos que observam e avaliam o desempenho e equipamentos médicos reais, como macas e estetoscópios, além de simuladores de sutura e recursos para simulação de casos de atendimento médico.
Entenda o que é o Revalida
O Revalida é organizado em duas etapas, a avaliação teórica e a prática. O processo, conduzido pelos ministérios da Educação e da Saúde, serve para dar validade aos diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior que desejam atuar no Brasil.
O exame não funciona como concurso público. Por isso, não é voltado à seleção de pessoas para preencher empregos ou cargos públicos, nem se trata de prova de ordem profissional que garanta direito ao exercício da prática médica. A aprovação indica que o diploma emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras.
A revalidação é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida. No Brasil, as referências consideradas envolvem atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, em normativas associadas e na legislação profissional.




































































































