Brasília (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, endureceu o tom e cobrou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty acelerem os trâmites para trazer a ex-deputada Carla Zambelli de volta ao Brasil. O magistrado reagiu a um ofício da Coordenação-Geral de Extradição, que solicitava novas garantias sobre as condições do encarceramento da parlamentar — um pedido que, segundo o STF, já havia sido atendido e enviado aos italianos em novembro do ano passado.
Zambelli, que detém cidadania italiana, fugiu para a Europa em junho de 2023. Ela acumula condenações severas no Brasil: a primeira, de 10 anos e 8 meses, por orquestrar a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Posteriormente, somou mais 5 anos e 3 meses de pena devido ao episódio em que perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Caso o retorno seja concretizado, o destino da ex-deputada será a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia.
Embora a Corte de Apelação de Roma já tenha sinalizado positivamente para a extradição em ambos os processos, o caso segue em um limbo jurídico. A defesa insiste na tese de perseguição política e recorreu à Corte de Cassação, travando o processo. Mesmo com uma decisão judicial definitiva na Itália, a palavra final ainda dependerá de um crivo político do ministro da Justiça italiano. Enquanto o impasse se arrasta, Zambelli segue detida no presídio de Rebibbia, em Roma.




























































































