A partir deste sábado (9), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) inicia o monitoramento da qualidade da água ao longo da bacia do Rio Doce. A operação abrangerá 173 pontos distribuídos por 32 municípios, estendendo-se por Minas Gerais e Espírito Santo, assumindo uma responsabilidade anteriormente atribuída à Fundação Renova após a extinção da entidade em outubro de 2024.
O trabalho, integrado à campanha Funasa Presente no Rio Doce, é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica firmado com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O objetivo central é assegurar a continuidade da vigilância ambiental e o suporte à saúde das populações impactadas pelo desastre de Mariana, ocorrido em 2015, que despejou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos na bacia.
Para viabilizar a análise, a Funasa mobilizou 15 profissionais e três unidades móveis especializadas (UMCQA). Segundo Artur de Souza Moret, coordenador da Funasa, o modelo permite processamento ágil de dados como pH, turbidez, cloro e a presença de microrganismos como Escherichia coli, com coletas mensais programadas para garantir a segurança hídrica na região.



































































































