Filadélfia, Estados Unidos – A convincente vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, conquistada na noite de sexta-feira (19) em Filadélfia, garantiu os primeiros três pontos do Brasil na Copa do Mundo de 2026, mas o resultado positivo não veio sem um custo preocupante para a comissão técnica. O clima de otimismo e festa após o apito final foi inevitavelmente contrastado com a forte apreensão em torno da condição física de Raphinha. O atacante, peça fundamental no esquema ofensivo armado para a estreia, precisou abandonar o gramado ainda no primeiro tempo, deixando uma lacuna no time e uma ponta de ansiedade nos torcedores.
Os primeiros esclarecimentos oficiais sobre a situação do atleta surgiram nas primeiras horas da madrugada deste sábado (20). A Confederação Brasileira de Futebol confirmou, em nota, que o jogador do Barcelona queixou-se de fortes dores musculares na região posterior da coxa direita. O atleta já iniciou os primeiros procedimentos de tratamento fisioterápico sob a supervisão direta do departamento médico da seleção. Uma nova rodada de exames detalhados está prevista para o decorrer do dia para determinar a gravidade exata da lesão e projetar sua continuidade no torneio.
A sombra de um problema antigo
O local do desconforto é um velho conhecido de Raphinha e acende um sinal vermelho imediato para os médicos da equipe. Foi exatamente no músculo posterior da coxa direita que o atacante sofreu uma contusão muscular séria em março deste ano, durante o amistoso da seleção contra a França. Aquele episódio custou caro ao jogador, que precisou passar cerca de trinta dias afastado dos gramados, desfalcando o Barcelona em compromissos cruciais da temporada europeia. A repetição do incômodo gera o temor interno de que o tempo de recuperação possa comprometer sua sequência nesta Copa do Mundo.
A frustração física interrompeu o que prometia ser uma noite brilhante para o atacante em solo norte-americano. Antes de sentir as dores e pedir substituição, Raphinha vinha sendo o elemento mais agudo e perigoso do ataque brasileiro, incomodando constantemente a defesa do Haiti. Ele chegou a finalizar com precisão para o fundo das redes e a participar ativamente de outro lance claro de gol, mas as duas jogadas acabaram invalidadas pela arbitragem de campo, que assinalou impedimento em ambas as oportunidades.
Enquanto o diagnóstico definitivo de Raphinha não é finalizado, a delegação brasileira tenta manter o foco na rotina planejada de preparação. A manhã de sábado foi dedicada a trabalhos regenerativos e físicos realizados de forma interna, divididos entre a academia e as instalações do hotel onde a equipe está hospedada, na região do Centro de Treinamento de Columbia Park. Para aliviar a pressão física e mental da estreia, o grupo recebeu o período da tarde de folga antes de voltar aos gramados para os próximos treinamentos.









































































































