Ciudad Bolívar, Venezuela – Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido amplamente como Niño Guerrero, foi morto em uma ofensiva militar conduzida pelo Comando Sul das forças armadas dos Estados Unidos. O anúncio partiu diretamente de Donald Trump, que utilizou suas redes sociais para detalhar o desfecho da operação contra o principal nome do grupo criminoso El Tren de Aragua.
O ataque foi cirúrgico e realizado no sudeste do estado de Bolívar, na Venezuela. A localidade fica a pouco mais de 700 quilômetros de Pacaraima, em Roraima, ponto que marca a fronteira física entre o território venezuelano e o brasileiro. Trump descreveu a ofensiva como uma ação ágil e de alta letalidade, realizada em coordenação com aliados locais.
A postura de Washington mudou drasticamente em relação ao grupo, agora classificado pelo governo norte-americano como uma organização terrorista estrangeira. O ex-presidente foi enfático ao declarar que tais facções não encontram mais abrigo, seja em solo venezuelano ou em qualquer outra fronteira. Em sua mensagem, o republicano sustentou que sua gestão mantém o compromisso de caçar chefões do narcotráfico em qualquer circunstância.
A reação em Caracas foi distinta. Em nota oficial, o governo venezuelano optou por descrever o El Tren de Aragua apenas como uma organização criminosa. O comunicado prometeu, ainda, que as autoridades locais seguirão empenhadas em medidas para assegurar a estabilidade e a proteção civil após o episódio no estado de Bolívar.
O Comando Sul, braço responsável pela execução da missão, opera a partir de sua sede na Flórida. A unidade é o braço das forças militares dos EUA que gerencia o planejamento estratégico, a segurança e as operações táticas em toda a América do Sul, América Central e na região do Caribe.
A movimentação ocorre em um cenário de endurecimento das políticas externas norte-americanas para a América Latina. O Departamento de Estado dos Estados Unidos — equivalente ao Ministério das Relações Exteriores em solo brasileiro — consolidou, no fim de maio, a designação oficial do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas criminosas. O cerco aos grupos parece ter ganhado um novo ritmo com a operação que tirou Guerrero de cena.
























































































