Rio de Janeiro (RJ) – O ginásio do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, foi palco de uma conquista estratégica para a ginástica nacional. Com o encerramento das provas por equipes no Campeonato Pan-Americano, o Brasil confirmou a presença de seus times masculino e feminino no Mundial, que acontecerá em Roterdã, na Holanda, entre os dias 17 e 25 de outubro.
O evento marcou o retorno de Rebeca Andrade ao tablado competitivo após um hiato de 20 meses. A campeã olímpica, maior medalhista da história do país, não apenas comandou o grupo feminino rumo à prata, mas brilhou individualmente no salto. Com uma média de 14.459 pontos, ela garantiu presença na final do aparelho, agendada para este domingo, às 9h30. A ginasta admitiu o nervosismo pela volta ao clima de competição e ressaltou o orgulho de retomar o alto nível, mesmo optando por saltos de menor dificuldade nesta fase de transição.
A medalha de prata feminina veio com um total de 157.796 pontos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que somaram 161.628. O Canadá completou o pódio, enquanto Argentina e México também garantiram seus lugares no Mundial. Além de Rebeca, o Brasil terá presença maciça nas finais individuais: Gabriela Bouças e Sophia Weisberg nas barras assimétricas, Thais Fidélis e Julia Soares na trave e no solo, sendo que estas duas últimas também competem no individual geral nesta sexta-feira.
Entre os homens, a classificação foi suada, mas efetiva. A seleção brasileira alcançou a quarta colocação com 234.927 pontos, o que foi o suficiente para assegurar a última vaga disponível para o campeonato mundial. O pódio da competição foi composto por Canadá, Colômbia e Estados Unidos. Arthur Nory, que celebrou o dever cumprido, destacou que o foco do grupo esteve integralmente na composição da equipe para alcançar esse objetivo.
A expectativa é que o desempenho no Mundial de Roterdã sirva como um degrau fundamental para o próximo ciclo olímpico. A competição é classificatória para os Jogos de Los Angeles, em 2028, com os três melhores países de cada naipe garantindo o acesso direto. O desafio agora para os brasileiros é manter o embalo visto no Rio de Janeiro, onde atletas como Diogo Soares, Vitaliy Petrov, Caio Souza e o próprio Arthur Nory avançaram para diversas finais individuais, incluindo cavalo com alças, barras paralelas e barra fixa.
O cenário no Rio reforçou a força da modalidade, que recentemente consolidou um feito inédito com o bronze por equipes nos Jogos de Paris. Com uma mescla de veteranos e talentos em ascensão, o Brasil chega à competição na Holanda com o objetivo de figurar entre a elite mundial e buscar o passaporte antecipado para a próxima Olimpíada.








































































































