O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou as diretrizes para a segunda fase do Move Brasil, iniciativa que visa facilitar a renovação da frota de veículos pesados no país. A medida amplia o acesso ao crédito para a compra de caminhões e ônibus, oferecendo condições especiais de pagamento e taxas de juros mais atrativas para profissionais e empresas do setor logístico.
O programa abrange uma ampla gama de beneficiários, incluindo transportadores autônomos, motoristas vinculados a cooperativas, microempreendedores individuais e companhias de transporte rodoviário ou urbano. A operação é operacionalizada por instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que realizam a análise de crédito e a concessão dos recursos necessários para a aquisição de veículos novos ou seminovos.
Regras de juros e incentivo à sustentabilidade
Um dos diferenciais do programa é a política de juros atrelada ao impacto ambiental. O custo do crédito varia conforme o perfil do tomador e o compromisso com a sustentabilidade, como o sucateamento de veículos antigos. As taxas para autônomos podem iniciar em 1% ao ano, enquanto empresas podem acessar taxas a partir de 3%, incentivando a modernização tecnológica e a redução da emissão de poluentes.
Além das taxas reduzidas, o governo estabeleceu prazos flexíveis para a quitação das dívidas. Autônomos contam com até 120 meses para pagar, incluindo um período de carência de um ano, enquanto empresas possuem o limite de 60 meses. O teto de financiamento é de R$ 50 milhões por cliente, visando atender desde pequenos operadores até grandes frotistas.
Objetivos e impacto no setor de transportes
O Move Brasil vai além da renovação mecânica, exigindo que os veículos financiados estejam em conformidade com as normas do Proconve. A estratégia federal busca promover benefícios estruturais para a economia nacional, tais como:
- Modernização da frota nacional e aumento da eficiência logística;
- Redução significativa dos custos operacionais para os transportadores;
- Diminuição das emissões de gases poluentes no meio ambiente;
- Fortalecimento da competitividade do setor de transporte brasileiro.









































































































