Rio de Janeiro (RJ) – Carlos Alberto Parreira, figura central na trajetória do futebol brasileiro e maestro da conquista do tetracampeonato mundial em 1994, encontra-se internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, zona sudoeste carioca. Aos 83 anos, o ex-treinador voltou a lidar com complicações decorrentes do linfoma de Hodgkin, patologia que atinge o sistema linfático e com a qual trava uma batalha desde 2023.
Após um período de otimismo em que chegou a apresentar sinais de remissão da doença ao longo do ano passado, o quadro clínico exigiu um retorno à rotina de cuidados intensivos. Desde o início de 2025, Parreira precisou retomar o protocolo oncológico sob vigilância constante da equipe médica. O hospital confirmou que o treinador está sob cuidados na unidade, embora não tenha divulgado um boletim detalhado sobre o atual estado de saúde ou previsões de alta.
Uma trajetória dedicada ao esporte
Muito antes de se tornar o rosto do tetra, Parreira construiu uma carreira alicerçada na disciplina da educação física, área na qual se formou pelo Exército. Essa base técnica foi o diferencial que o levou aos gramados em 1970, integrando a comissão técnica da seleção que encantou o mundo no México. Aquele primeiro título serviu como prefácio para uma das carreiras mais vitoriosas que o esporte nacional já testemunhou.
O auge veio em 1994, nos Estados Unidos. Sob seu comando, o Brasil encerrou um jejum de 24 anos sem levantar a taça mais cobiçada do planeta, consolidando o nome de Parreira na história do esporte. O currículo, porém, não parou por aí. Ele acumulou conquistas importantes, incluindo a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005. Já em 2013, o profissional retornou à estrutura da seleção brasileira, atuando como coordenador técnico durante a campanha que culminou no título da Copa das Confederações.
O momento atual impõe uma pausa na trajetória de quem viveu décadas dentro das quatro linhas. Enquanto a torcida e o meio futebolístico acompanham a recuperação do treinador, o foco recai sobre o suporte médico e o acompanhamento próximo à família do ex-técnico, que permanece no hospital para dar continuidade ao tratamento necessário.





























































































