Nova York, Estados Unidos – O início da trajetória francesa na Copa do Mundo 2026, em Nova York, provou que o favoritismo precisa de fôlego para se confirmar. Líder do ranking da FIFA e atual campeã europeia, a França superou Senegal por 3 a 1 nesta terça-feira (16), mas a vitória só ganhou contornos definitivos nos minutos finais, com dois gols relâmpago que definiram o placar em um duelo marcado por decisões controversas da arbitragem.
A partida, disputada sob alta intensidade, viu uma seleção senegalesa destemida no primeiro tempo. Nicolas Jackson esteve muito próximo de inaugurar o marcador após uma falha do goleiro Mike Maignan, e Ismaïla Sarr desperdiçou a melhor oportunidade dos africanos ao chutar para fora após receber passe preciso de Sadio Mané. O árbitro Alireza Faghani esteve no centro de dois lances polêmicos: ignorou uma falta em Sarr e, logo depois, manteve a decisão de campo após consultar o VAR sobre um possível pênalti em Kylian Mbappé.
Após o intervalo, a pressão francesa aumentou. Com Désiré Doué e Michael Olise ditando o ritmo, o goleiro Édouard Mendy tornou-se o principal nome senegalês, realizando defesas providenciais que frustraram o ataque europeu por boa parte do segundo tempo. O bloqueio só foi rompido aos 21 minutos, quando Olise cruzou com precisão para Mbappé balançar as redes.
O jogo parecia decidido quando Bradley Barcola ampliou aos 45 minutos, aproveitando uma desatenção defensiva. Contudo, o cenário mudou momentaneamente aos 50 minutos, quando Ibrahim Mbaye diminuiu para Senegal, causando uma reação explosiva do técnico Didier Deschamps, que chegou a atirar uma garrafa de água ao solo devido à desatenção de seu time.
A tensão durou pouco. Praticamente na saída de bola, Olise — eleito o melhor em campo pela FIFA — serviu Mbappé novamente. Com um chute certeiro, o craque selou o 3 a 1, alcançando sua 13ª marca em Mundiais. O número é simbólico: o atacante agora iguala Lionel Messi e supera Pelé, que anotou 12 gols ao longo de suas participações.
Com o resultado, a França se prepara agora para o confronto contra o Iraque, marcado para a próxima segunda-feira (22), na Filadélfia. No mesmo dia, os senegaleses buscam a reabilitação em Nova York, onde medem forças contra a seleção da Noruega. A exibição francesa, embora vitoriosa, deixou claro que o caminho até a final ainda guarda desafios táticos e emocionais significativos.



























































































