França, França – O presidente Donald Trump sinalizou que está pronto para expor o conteúdo integral de um novo memorando firmado com o Irã. A promessa foi feita durante a Cúpula do G7, realizada na França, onde o mandatário norte-americano confirmou que pretende realizar uma cerimônia formal para tornar o texto público. O documento, que desperta grande interesse, pode ser enviado ao Congresso para análise, atendendo a uma demanda específica de parlamentares republicanos.
Nos bastidores do evento, o debate sobre o Estreito de Ormuz ganhou fôlego. Fechado desde fevereiro, o canal de navegação deve voltar a operar sem a cobrança de taxas. Trump foi enfático ao rebater rumores sobre a limitação temporal dessa medida, assegurando que o trânsito será livre de pedágio por tempo indeterminado. Para garantir que a mensagem não sofra interpretações equivocadas, o presidente sugeriu que pretende ler o documento palavra por palavra em uma coletiva futura.
A agenda econômica também foi pautada pelo petróleo. Washington estuda não renovar as isenções concedidas a certos países para a compra de petróleo russo. A estratégia é uma resposta direta à tentativa de encerrar as hostilidades com o Irã. Essas permissões, criadas para mitigar o salto nos custos de energia provocado pelo confronto entre Estados Unidos, Israel e o governo iraniano, parecem estar com os dias contados.
Tensões regionais e sanções à Rússia
O cenário no Oriente Médio ocupou parte das conversas. Ao comentar as tensões entre o Hezbollah e Israel, Trump classificou o embate como uma guerra menor e demonstrou insatisfação com a intensidade das ações militares israelenses. Em uma tentativa de articulação diplomática, o presidente sugeriu que Ahmed al-Sharaa, líder da Síria, poderia atuar como um mediador para apaziguar a situação no Líbano.
Paralelamente aos assuntos do Oriente Médio, o G7 manteve o foco na crise ucraniana. Em um encontro com Volodymyr Zelensky, os líderes das nações presentes definiram um novo endurecimento contra Moscou. O plano inclui a ampliação de sanções que atingem os setores bancário, energético e militar russo. Como suporte direto à resistência ucraniana, o grupo se comprometeu a fornecer sistemas de mísseis de defesa aérea. A cúpula, que contou com a participação de convidados como o Brasil em sessões estendidas, consolidou um roteiro complexo de negociações que mescla acordos energéticos, controle de rotas marítimas e a continuidade da pressão internacional sobre o Kremlin.




























































































