O longa-metragem “Belén”, que concorre ao prestigiado Prêmio Platino Xcaret — considerado o Oscar do cinema ibero-americano —, narra a trajetória real de uma jovem argentina injustamente encarcerada após sofrer um aborto espontâneo. O caso, que se tornou um símbolo da resistência feminista, denuncia a negligência do sistema judiciário e a vulnerabilidade de mulheres pobres frente a emergências obstétricas.
Em entrevista realizada em Cancún, a diretora Dolores Fonzi alertou que, apesar da legalização do aborto na Argentina, o governo de Javier Milei tem imposto barreiras severas ao acesso. Segundo a cineasta, restrições orçamentárias obrigam mulheres a arcarem com custos elevados por medicamentos, tornando o procedimento inacessível para a parcela mais pobre da população, mesmo em hospitais públicos.
A produtora Letícia Cristi ressaltou que o filme tem sido uma ferramenta fundamental de conscientização, sendo exibido em universidades, centros comunitários e até escolas. A obra, que recebeu o Prêmio Platino de Cinema e Educação em Valores, expõe como a mobilização coletiva foi essencial para a revisão judicial do caso, reafirmando a importância da solidariedade na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos na América Latina.





























































































