São Paulo (SP) – A madrugada desta quinta-feira, 18 de junho, deixou claro que o inverno chegou com força ao território paulista. Em um cenário de geada e ar gelado, diversas regiões viram os termômetros despencarem, com marcas inferiores a 5°C. O impacto do frio foi generalizado, forçando moradores a tirarem os casacos mais pesados do fundo do armário logo cedo.
Na capital, a medição oficial apontou uma mínima de 6,2°C na zona leste. Já no extremo sul, em Parelheiros, o registro foi de 6,3°C. Embora a média da metrópole tenha ficado em 10,2°C, a sensação de rigor climático predominou em todas as zonas urbanas. A expectativa para o restante do dia é de céu aberto, com o sol aparecendo, mas sem força suficiente para elevar drasticamente a temperatura; a máxima não deve ultrapassar os 19°C.
Quem vive no interior do estado enfrentou condições ainda mais severas. Campos do Jordão liderou o ranking das cidades mais frias, batendo 4,3°C. Rancharia e Itararé não ficaram muito atrás, com 4,7°C e 4,8°C, respectivamente. Em municípios como Salesópolis, Tambaú, Limeira e Apiaí, o frio estacionou nos 4,9°C. A Defesa Civil monitora uma faixa de cidades onde as mínimas oscilaram entre 5°C e 6°C.
O tempo seco acompanha a onda de frio. A umidade relativa do ar na capital tende a cair, atingindo a casa dos 45%. Enquanto isso, os índices pluviométricos de junho mostram que o mês está sendo bastante úmido para os padrões locais: até o momento, já caíram 40 milímetros de chuva. O volume representa 91,7% da média esperada para todo o período, que é de 48 mm.
Ações de proteção social
Diante da queda acentuada nas temperaturas, o estado permanece em estado de alerta desde a última terça-feira (17). A resposta governamental envolve a distribuição estratégica de kits de acolhimento para a população em situação de vulnerabilidade. Cada conjunto inclui cama dobrável, colchão, travesseiro, além de cobertores e roupas de cama.
Esses materiais estão armazenados nos depósitos logísticos da Defesa Civil. A estratégia é que as prefeituras solicitem os itens conforme a demanda local, permitindo que cada município monte abrigos emergenciais com rapidez. A iniciativa marca o início de um esforço que pretende ser uma política pública permanente, buscando garantir um suporte básico a quem não tem como se proteger do frio intenso durante as madrugadas mais rigorosas do ano.








































































































