Mesquita (RJ) – A cultura cinematográfica ocupa as praças e quadras do Rio de Janeiro a partir desta sexta-feira (14). Idealizado há 18 anos pela atriz e produtora Juliana Teixeira, o projeto Curta na Praça Municípios inicia uma jornada por diversos territórios fluminenses, levando a experiência da tela grande para áreas que frequentemente carecem de salas de exibição.
O ponto de partida é a Praça Walter Borges, na Chatuba, em Mesquita, onde as exibições ocorrem nos dias 14 e 15 de agosto. O cronograma, que se estende até o mês de novembro, prevê quatro sessões semanais sempre às sextas e sábados, nos horários de 18h30 e 20h. No total, 16 curtas-metragens nacionais compõem a grade, abrangendo produções que vão do Amazonas ao Paraná.
A logística é robusta, incluindo a montagem de uma tela de 12 metros de comprimento por oito de altura. Além da gratuidade, o evento busca o engajamento da comunidade local com distribuição de pipoca e refrigerante, sorteio de brindes e debates após os filmes, nos quais o público vota na obra favorita. A expectativa dos organizadores é alcançar 1.600 pessoas por final de semana, totalizando 16 mil espectadores em dez localidades.
O circuito passará pelo Parque das Missões (Duque de Caxias), Campo do Primavera (Queimados), Quadra Grama Sintética Chacrinha (Jacarepaguá), Quadra Poliesportiva Santa Cruz (Sapucaia), Praça Marquês de São João Marcos (Paraíba do Sul), Ciep Salvador Allende (Morro dos Macacos), Quadra Raízes da Tijuca (Morro do Salgueiro), Arena da Mineira (Morro de São Carlos) e a Praça do Lido (Copacabana), onde o ciclo 2026 encerra em 7 de novembro.
A curadoria prioriza temáticas que dialogam com a diversidade brasileira, como racismo, capacitismo, bullying e questões territoriais. Juliana Teixeira enfatiza o caráter lúdico da iniciativa: o conteúdo evita explicitamente cenas de violência, teor alcoólico ou linguagem inadequada, optando por narrativas que despertem a identificação do espectador, como filmes com protagonistas com deficiência, sem perder o dinamismo.
Além do impacto cultural, a iniciativa movimenta a economia das regiões visitadas. A montagem da estrutura exige a contratação de profissionais locais para segurança, limpeza, serviços gerais e alimentação. O projeto é uma realização da Associação Caminho da Cultura e conta com o suporte do Instituto Light e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec RJ).



































































































