São Bernardo do Campo (SP) – Oito obras assinadas pelo pintor francês Henri Matisse retornaram sob custódia policial nesta quinta-feira (13). Os itens haviam sido levados da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, durante uma ação criminosa rápida ocorrida na manhã de 7 de dezembro de 2025, justamente no encerramento da exposição que abrigava as peças.
O paradeiro dos quadros foi descoberto após diligências em um apartamento situado no centro de São Bernardo do Campo, município da região metropolitana paulistana. O ocupante do imóvel acabou autuado em flagrante pelo crime de receptação. O sucesso da operação foi possível graças ao rastro de informações acumulado desde o final do ano passado, quando as autoridades intensificaram a perseguição ao grupo responsável pelo furto.
Apesar da recuperação das obras de Matisse, o inventário do roubo permanece incompleto. Outras cinco telas de Candido Portinari, subtraídas no mesmo episódio, continuam sendo procuradas pela polícia. O episódio, que durou apenas alguns minutos em um domingo, foi atribuído a uma organização criminosa especializada que tem sido sistematicamente desmantelada.
Os primeiros desdobramentos ocorreram ainda em dezembro de 2025, quando três pessoas — dois homens e uma mulher — foram presas após a análise minuciosa das câmeras de monitoramento instaladas nos arredores da biblioteca. A investigação ganhou novo fôlego em abril, quando uma operação da Polícia Federal deflagrada no Rio de Janeiro capturou mais dois membros da quadrilha durante uma tentativa de outro assalto. Entre os detidos na ocasião, figura um suspeito de ser o mentor intelectual do crime contra a instituição paulistana.
Essa sequência de prisões permitiu que a inteligência policial mapeasse uma rede de imóveis suspeitos espalhados entre São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e a capital fluminense. Os mandados de busca e apreensão cumpridos ao longo desses meses forneceram o suporte necessário para que a ação desta quinta-feira fosse bem-sucedida, culminando no resgate da coleção de Matisse e na continuidade dos trabalhos para localizar os quadros de Portinari ainda em mãos dos criminosos.



































































































