O audiovisual brasileiro conquistou um feito histórico na 13ª edição dos Prêmios Platino, realizados no último sábado (9), em Cancún. O longa O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, dominou a cerimônia ao arrematar quatro estatuetas principais: Melhor Filme, Roteiro, Direção e Melhor Ator, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer nesta última categoria.
Na trama ambientada na década de 1970, Wagner Moura interpreta um professor universitário que busca refúgio em Recife sob nova identidade durante a ditadura militar. Ao receber o prêmio, Mendonça destacou a relevância do cinema como ferramenta de verdade em tempos de desinformação, reforçando a importância de narrativas honestas diante da manipulação global.
Além do sucesso de ficção, o documentário Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, foi consagrado como o melhor de sua categoria. O filme, que analisa os desdobramentos políticos do governo de Jair Bolsonaro e a ascensão da influência evangélica no país, foi celebrado por sua capacidade de transformar traumas coletivos em memória e movimento político.
A noite também reservou espaço para a televisão brasileira: a produção Beleza Fatal, com formato de novela, venceu como Melhor Série de Longa Duração. Com sete produções indicadas entre centenas de concorrentes da Ibero-América, o Brasil reafirmou seu protagonismo no cenário internacional, celebrando a integração cultural entre os países de língua portuguesa e espanhola.







































































































