Dallas, Estados Unidos – O sonho canadense de brilhar em casa esbarrou na maturidade de uma seleção que já conhece o caminho das pedras em Copas do Mundo. Neste sábado (4), em Dallas, nos Estados Unidos, Marrocos confirmou sua força ao bater o Canadá por 3 a 0, assegurando a primeira vaga nas quartas de final do torneio com uma exibição cirúrgica no segundo tempo.
A classificação dos Leões do Atlas teve a assinatura de Azzedine Ounahi. O meia do Girona (Espanha), um dos pilares da histórica campanha de 2022 no Catar, balançou as redes duas vezes. Com o resultado, a equipe marroquina alcança a marca de 34 partidas de invencibilidade — atrás apenas da Espanha, que soma 35. O próximo desafio está marcado para quinta-feira (9), às 17h, em Boston, contra o vencedor do confronto entre Paraguai e França, que jogam ainda neste sábado, às 18h (horário de Brasília), na Filadélfia.
Para o Canadá, a derrota decretou a eliminação do primeiro dos três países-sedes desta Copa — que conta também com Estados Unidos e México. Ainda assim, a trajetória representou a melhor marca histórica do país em Mundiais ao alcançar a fase de mata-mata. O técnico Jesse March promoveu três alterações na equipe que havia vencido a África do Sul por 1 a 0: Luc de Fougerolles entrou na vaga de Derek Cornelius, Niko Sigur substituiu Nathan Saliba e Ali Ahmed começou no lugar de Liam Millar. Do lado marroquino, Mohamed Ouhabi escalou Redouane Halhal na zaga na vaga do lesionado Chadi Riad, que se machucou diante da Holanda e ficou no banco.
A insistência canadense contra o ferrolho
A estratégia norte-americana de pressionar a saída de bola quase funcionou logo aos dez minutos. Ahmed desarmou Neil El Aynaoui e serviu Tani Oluwaseyi, que girou sobre Halhal e exigiu grande defesa de Yassine Bono. Marrocos encontrava sérias dificuldades para criar e ainda perdeu seu artilheiro, Ismael Saibari, lesionado aos 21 minutos, dando lugar a Soufiane Rahimi. Com quatro amarelados antes do intervalo e apenas uma finalização, os africanos pareciam encurralados pelo ritmo físico do adversário.
A precisão técnica que definiu o jogo
A dinâmica mudou logo aos quatro minutos da etapa final, quando a bola parada resolveu o problema marroquino. Em jogada ensaiada de falta, Achraf Hakimi rolou curto na meia-lua e Ounahi bateu de primeira, rasteiro, superando o goleiro Maxime Crepeau enquanto Rahimi cortava a visão do arqueiro. Com a desvantagem, o Canadá se desorganizou defensivamente ao buscar o ataque, oferecendo o campo que os marroquinos queriam.
Aos 36 minutos, em um contra-ataque rápido iniciado por Chemsdine Talbi, Brahim Díaz recebeu pela direita, limpou a marcação e serviu Ounahi, que finalizou com precisão no ângulo para ampliar. Nos acréscimos, com o adversário totalmente entregue, Díaz recuperou a bola no meio-campo e tocou para Rahimi bater na saída do goleiro, fechando a conta e consolidando a autoridade marroquina em solo americano.
































































































