Porto Feliz (SP) – A justiça de São Paulo definiu uma sentença de 31 anos, cinco meses e 24 dias de reclusão para o empresário Thiago Brennand. O veredito, proferido pela 1ª Vara de Porto Feliz, refere-se a uma série de delitos cometidos contra sua ex-companheira, incluindo episódios de violência física e sexual, além da imposição vexatória de tatuar as iniciais do agressor no próprio corpo.
O magistrado responsável pelo caso incluiu na condenação os crimes de estupro, lesão corporal, constrangimento ilegal e coação durante o curso do processo judicial. Além disso, a sentença contempla o registro não autorizado de cenas sexuais e a subsequente divulgação dessas imagens, fatos que vieram à tona em 2022, embora os atos tenham ocorrido originalmente no ano anterior.
Além da pena privativa de liberdade, a decisão impõe o pagamento de R$ 100 mil à vítima a título de reparação. Atualmente, Brennand cumpre a medida na Penitenciária Álvaro de Carvalho 2, situada em Potim, no interior paulista.
A trajetória jurídica do empresário é marcada por uma sucessão de processos distintos. O nome de Brennand ganhou notoriedade pública pela primeira vez após uma agressão cometida contra uma mulher em uma academia, episódio que foi captado por câmeras de segurança e amplamente disseminado pela mídia e plataformas digitais.
O cenário legal em torno dele apresenta nuances. Enquanto enfrenta esta condenação robusta, o empresário vivenciou uma movimentação recente em outro processo: ele foi absolvido de uma acusação que o condenava anteriormente a oito anos de prisão por estupro e ameaça a outra mulher, caso em que ele também deveria desembolsar R$ 200 mil em danos morais. O desfecho favorável ao réu ocorreu na semana passada.
Não é a primeira vez que uma sentença anterior é revertida. Em 2024, a Justiça também absolveu o empresário de uma acusação envolvendo uma massagista, fato datado de 2022, que originalmente resultara em uma condenação de oito anos. Essas variações nos tribunais revelam a complexidade técnica e a extensão das denúncias que envolvem o nome de Brennand, que permanece sob custódia estatal enquanto as demais frentes jurídicas seguem o rito processual.
























































































