Rio de Janeiro (RJ) – A dramaturgia brasileira perdeu um de seus rostos mais versáteis neste domingo (12). Rui Rezende faleceu aos 87 anos, após passar os últimos dias sob cuidados médicos no Hospital São Francisco da Providência de Deus, localizado na zona norte do Rio de Janeiro.
Desde 2019, o ator residia no Retiro dos Artistas, instituição dedicada à assistência de veteranos da classe artística que confirmou o falecimento. O quadro de saúde do veterano já inspirava cuidados desde o início do mês, quando ele deu entrada na unidade hospitalar onde acabou não resistindo.
José Pereira Rezende Filho nasceu em 1938, em Araguari, Minas Gerais. A trajetória profissional teve início oficial em 1966, quando integrou o elenco da novela Somos Todos Irmãos, na TV Tupi. A partir dali, o mineiro construiu uma carreira sólida, circulando por emissoras que foram pilares da história da teledramaturgia nacional, como a TV Excelsior, Manchete e a Rede Globo.
O público, no entanto, guarda com maior nitidez o trabalho executado em 1985. Como o emblemático Astromar Junqueira, o homem que se transformava em lobisomem na novela Roque Santeiro, Rui deixou uma marca indelével na cultura popular brasileira. O papel consolidou sua capacidade de transitar entre o drama e o insólito com absoluta entrega.
Sua filmografia e currículo televisivo são vastos. Antes e depois do sucesso que o imortalizou, o ator participou de produções que definiram épocas, incluindo O Espigão (1974), O Casarão (1976) e, mais tarde, Meu Bem Querer (1998). Além da presença constante nas telas, ele dedicou décadas aos palcos, construindo uma sólida reputação no teatro e no cinema nacional.
Rui Rezende encerra sua jornada deixando um legado de profissionalismo que atravessou diferentes eras da televisão brasileira, sendo lembrado por colegas e pelo público como um intérprete que soube, como poucos, dar corpo e vida aos mais variados personagens.
































































































