Londres, Reino Unido – A paulistana Luisa Stefani garantiu sua inédita vaga na final de duplas femininas de Wimbledon nesta sexta-feira (10), após derrotar a japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa En-Shuo Liang ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. Em apenas uma hora e sete minutos de partida no All England Club, a parceria fechou o confronto em 2 sets a 0, parciais de 7/5 e 6/3, carimbando o passaporte para a decisão.
Mais do que a chance de erguer o troféu no domingo (12), a partir das 9h (horário de Brasília), a vitória rende frutos imediatos no cenário internacional. Com o resultado, Stefani assegura a quarta colocação do ranking da WTA na próxima atualização. Dabrowski, por sua vez, sustenta a terceira posição, diminuindo a distância para a vice-líder, a norte-americana Taylor Townsend. As oponentes da decisão saem do embate entre as chinesas Xinyu Jiang (41ª) e Yifan Xu (50ª) contra a francesa Kristina Mladenovic (32ª) e a chinesa Hanyu Guo (22ª).
Esta será a primeira decisão feminina de Grand Slam na carreira de Stefani. No ano passado, ela chegou perto da glória na grama londrina ao disputar a final de duplas mistas com o britânico Joe Salisbury, mas acabou superada pelo holandês Sem Verbeek e pela tcheca Katerina Siniakova. Agora, a tenista carrega a oportunidade de encerrar um hiato que incomoda o tênis nacional. Desde 1968, quando Maria Esther Bueno triunfou no US Open ao lado da australiana Margaret Court, o Brasil não conquista um título feminino deste porte nas duplas. Beatriz Haddad Maia bateu na trave mais recentemente, com o vice-campeonato do Aberto da Austrália em 2022, junto da cazaque Anna Danilina.
A classificação coroou uma campanha sólida, embora o duelo desta sexta-feira tenha sido o teste mais exigente da dupla até aqui. O diferencial esteve na consistência do serviço. Stefani e Dabrowski cederam meros cinco pontos às rivais nos momentos em que sacavam, pavimentando o caminho para a nona vitória consecutiva na temporada.
Desempenho comemorado
Após a partida, a brasileira destacou a eficiência tática da parceria. Ela apontou que o saque funcionou muito bem do início ao fim e que a pressão exercida nos games de devolução, na reta final de cada set, foi crucial para garantir as quebras e fechar o jogo. Stefani também celebrou a experiência de estrear com vitória na mítica quadra 1 do complexo londrino, que classificou como super linda e especial para se jogar.

























































































