Atlanta, Estados Unidos – O palco está montado em Atlanta para a definição do segundo finalista da Copa do Mundo de 2026. Nesta quarta-feira (15), Argentina e Inglaterra se enfrentam em um duelo que carrega o peso da tradição e a expectativa de quem pode levantar o troféu. O clima de otimismo marca os dois vestiários, já que o regulamento da competição trouxe um alívio técnico importante: os cartões amarelos foram zerados após as quartas de final, limpando a ficha de todos os jogadores que chegavam pendurados para este compromisso decisivo.
A única ausência confirmada é a do zagueiro Jarell Quansah. O defensor inglês ainda cumpre a punição imposta pela expulsão contra o México, ainda nas oitavas de final. O gancho de duas partidas, que superou a suspensão automática padrão, tira o atleta do plano de jogo traçado pelo técnico alemão Thomas Tuchel. Fora esse caso pontual, o restante dos elencos segue à disposição, mantendo a força máxima para o confronto americano.
Na lista dos que agora respiram aliviados, nomes de peso como Jude Bellingham, Declan Rice, Marc Guéhi e Nico O’Reilly conseguiram atravessar o embate contra a Noruega sem novas advertências. Do lado argentino, Gonzalo Montiel também passou ileso pelo jogo diante da Suíça. Vale lembrar, no entanto, que qualquer cartão vermelho aplicado nesta quarta-feira tira o jogador da grande final, independentemente do histórico anterior.
O nível técnico em campo será altíssimo. Três dos cinco maiores goleadores do Mundial estarão no gramado de Atlanta: Lionel Messi, que lidera com oito gols, seguido por Bellingham e Harry Kane, ambos com seis. Curiosamente, o capitão argentino — maior artilheiro da história das Copas com 21 tentos — passou em branco pela primeira vez nesta edição durante a vitória sobre os suíços. Já a Inglaterra tem visto seu ataque ser operado exclusivamente por Bellingham e Kane no mata-mata, responsáveis por toda a produção ofensiva inglesa nesta fase, com quatro e três gols, respectivamente.
A mística histórica acompanha o confronto. A Argentina persegue a marca de bicampeã consecutiva, um feito que não ocorre desde o Brasil de 1958 e 1962. A Inglaterra, por sua vez, tenta encerrar um jejum que atravessa gerações: desde o título de 1966, os ingleses nunca mais alcançaram a decisão do torneio. A bola rola em Atlanta para decidir quem mantém vivo o sonho do título mundial.

























































































