A justiça israelense determinou, nesta terça-feira, a extensão da prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek por mais seis dias. A decisão, que mantém ambos detidos até o próximo domingo, foi divulgada pela ONG de direitos humanos Adalah e pela organização Global Sumud, responsável pela flotilha humanitária interceptada na última semana.
Durante a audiência, a defesa dos ativistas contestou a validade das acusações, que incluem o suposto apoio a uma “organização terrorista”. Os advogados argumentaram que a missão humanitária não possui qualquer vínculo com grupos armados e que a legislação de Israel não deveria ser aplicada, visto que os detidos não são cidadãos israelenses e foram capturados em águas internacionais, a milhares de quilômetros de Gaza.
Defesa denuncia falta de provas e violações
Apesar dos argumentos da defesa, o magistrado responsável manteve a detenção baseando-se em provas sigilosas, que sequer foram compartilhadas com os advogados. Relatos indicam que, desde que foram levados para a prisão de Askalan, os ativistas teriam sofrido torturas e espancamentos, agravando a preocupação internacional sobre o caso.
Diante da situação, uma campanha nas redes sociais foi mobilizada para exigir a libertação imediata dos detidos. Governos do Brasil e da Espanha classificaram a interceptação da flotilha como um ato ilegal, condenando a ação de Israel como uma afronta direta ao Direito Internacional e exigindo o retorno seguro de seus cidadãos.
O cenário humanitário em Gaza permanece crítico desde o início do conflito em outubro de 2023. Segundo dados do Ministério da Saúde local, o número de vítimas fatais já ultrapassa 72 mil pessoas, com mais de 170 mil feridos, em um contexto onde a assistência humanitária enfrenta crescentes bloqueios e riscos para quem tenta prestar auxílio à população civil.

































































































