Ibatiba (ES) – O cenário político no Peru parece ter encontrado seu desfecho. Passadas quase três semanas desde o pleito, Keiko Fujimori alcançou uma margem de votos que especialistas classificam como irreversível. Com 99,8% das urnas contabilizadas, a candidata de direita se posiciona como a vencedora da disputa, embora o ritmo lento do processo eleitoral adie a proclamação oficial. A expectativa é que o resultado definitivo só seja formalizado em meados de julho.
A briga pelo poder foi travada voto a voto. A diferença entre Fujimori e seu oponente, Roberto Sánchez, é de aproximadamente 43 mil votos. Sánchez, por sua vez, mantém uma postura de confronto, já tendo declarado que não reconhecerá a legitimidade da apuração em curso. O impasse promete estender o clima de tensão no país até que o órgão eleitoral encerre a contagem final.
Enquanto a América do Sul lida com suas questões políticas, a Europa enfrenta uma crise climática severa. Temperaturas extremas atingiram o continente, com registros de satélite mostrando o solo na França e na Espanha superando a marca de 50 °C — uma métrica distinta da temperatura do ar, mas que traduz bem o cenário crítico. Na última terça-feira (23), a França viveu seu dia mais quente do ano, com o ar atingindo 29,8 °C.
O impacto na rotina europeia foi imediato. Escolas fecharam as portas e até a visitação à Torre Eiffel foi restringida para evitar aglomerações sob o sol forte. O balanço humano é trágico: as autoridades francesas confirmaram 48 mortes por afogamento de pessoas que buscavam se refrescar em locais não apropriados, além de duas crianças que faleceram devido a quadros de insolação. Na Espanha, a onda de calor também foi fatal, vitimando dois idosos que não resistiram às altas temperaturas.
No Oriente Médio, as tensões giram em torno da logística marítima. O Irã e Omã sinalizaram o desejo de administrar o Estreito de Ormuz de maneira conjunta, incluindo a implementação de taxas pelos serviços prestados na região estratégica. A reação internacional não tardou. O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interveio no debate ao afirmar que recebeu garantias do lado iraniano de que não haveria cobrança de pedágios. Para a Casa Branca, a manutenção dessa liberdade de tráfego é uma premissa inegociável para a continuidade de qualquer entendimento diplomático sobre o Estreito.



































































































