O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, expressou otimismo em relação ao próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump. Em declarações feitas nesta segunda-feira (4), em São Paulo, Alckmin ressaltou a expectativa de que a reunião, prevista para ocorrer em Washington, seja marcada pelo diálogo e por uma “boa química” capaz de fortalecer os laços entre as duas maiores democracias do Ocidente.
Para o vice-presidente, a relação bilateral é fundamental, dado que os Estados Unidos ocupam a posição de maior investidor estrangeiro no Brasil. Alckmin destacou que o governo brasileiro busca uma agenda de “ganha-ganha”, com o objetivo de derrubar barreiras não tarifárias e fomentar o crescimento mútuo. Entre os temas prioritários para a pauta, destacam-se:
- O fortalecimento da cooperação em tecnologia e big techs;
- O desenvolvimento de parcerias estratégicas em terras raras e minerais;
- O incentivo a investimentos em infraestrutura digital, como o programa de data centers.
Programas internos e parcerias globais
Durante o evento, Alckmin também comentou o lançamento do programa Desenrola, iniciativa voltada à renegociação de dívidas para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O vice-presidente enfatizou que a medida é essencial para aliviar o orçamento doméstico, oferecendo descontos de até 90% e taxas de juros reduzidas, beneficiando também os pequenos empreendedores.
Em agenda na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, o vice-presidente defendeu a urgência do acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo dados da pesquisa Business Climate Survey 2026, a maior parte das empresas suecas no Brasil projeta um aumento na integração produtiva caso o tratado seja consolidado. O levantamento ainda apontou que 73% dessas companhias registraram lucro no país em 2025, evidenciando resiliência mesmo diante de um cenário econômico desafiador.





























































































