Brasília (DF) – O nome de Herbert José de Souza, o eterno Betinho, pode ser eternizado no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) protocolou, em 11 de maio, o projeto de lei 2.288/2026 para oficializar o reconhecimento. A proposta aguarda o trâmite nas comissões do Senado para seguir adiante.
Para a autora do projeto, a trajetória de Betinho é um pilar da história política e social do Brasil. Nascido em Bocaiúva (MG) em 1935, o sociólogo formado pela UFMG construiu uma biografia pautada pela resistência: opôs-se ao golpe de 1964 e sofreu o exílio em 1971, passando pelo Chile, Canadá e México — um período de repressão que moldou sua visão democrática.
O retorno ao país, na esteira da anistia, transformou Betinho em um símbolo da redemocratização, imortalizado na voz de Elis Regina como o “irmão do Henfil”. Mesmo enfrentando a Aids, ele nunca recuou. Em 1993, lançou a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, mobilizando a sociedade sob o lema de que a fome não espera, um legado que, agora, o Congresso busca honrar permanentemente.





























































































