O Fundo Rio Doce, estruturado para financiar a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015, destinou R$ 75,8 milhões a novos projetos nos últimos três meses. O anúncio, realizado pelo BNDES em Mariana, contempla sete iniciativas focadas em desenvolvimento rural, tecnologia e sustentabilidade ambiental, com o objetivo de mitigar os impactos de um dos maiores desastres ecológicos da história do Brasil.
O maior aporte, de R$ 23,6 milhões, foi direcionado ao projeto Florestas Produtivas com Barraginhas. A iniciativa visa implantar 1,4 mil hectares de sistemas agroflorestais e construir 4,2 mil pequenas bacias para captação de água da chuva. Segundo Adriana Aranha, gerente da Anater, o modelo promove a agricultura de baixo carbono, auxiliando na recomposição de ecossistemas degradados e garantindo maior estabilidade produtiva para 4.650 unidades rurais.
Inovação e suporte às comunidades
Outro destaque é o programa Rio Doce Semear Digital, que recebeu R$ 19,1 milhões iniciais para levar conectividade e tecnologia de ponta à pecuária e à agricultura na região da bacia. O projeto prevê a criação de quatro centros de inovação em Minas Gerais e no Espírito Santo. Além disso, o fundo tem viabilizado consultas a povos indígenas e comunidades quilombolas, garantindo que o plano de desenvolvimento respeite as particularidades dos territórios afetados.
Para além dos investimentos em projetos estruturantes, o BNDES segue operando o Programa de Transferência de Renda (PTR). Desde julho, mais de R$ 950 milhões foram destinados ao auxílio direto de pescadores e agricultores atingidos. A gestão desses recursos, que fazem parte do novo acordo de R$ 170 bilhões homologado pelo STF, é realizada com foco em transparência e eficiência, visando assegurar que a reparação chegue de forma concreta às populações locais ao longo dos próximos 22 anos.





































































































