Rio de Janeiro (RJ) – O estado de saúde de Carlos Alberto Parreira, aos 83 anos, exige atenção redobrada neste momento. O técnico foi submetido a uma intervenção cirúrgica na manhã deste domingo, dia 28, nas dependências do Hospital Samaritano Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro. A equipe médica responsável pelo caso indicou que, após a operação, o paciente encontra-se estável, embora continue sedado e dependente de ventilação mecânica para auxiliar na respiração.
A recuperação de Parreira acontece dentro do ambiente de terapia intensiva, sem qualquer sinalização de alta hospitalar por parte dos especialistas no curto prazo. O acompanhamento clínico está sob a responsabilidade do pneumologista intensivista Arthur Vianna, que coordena o suporte multidisciplinar oferecido pelo centro médico.
O quadro clínico do treinador demandou cuidados mais rigorosos desde o dia 16, quando foi internado pela primeira vez para tratar complicações pulmonares. A situação apresentou um agravamento clínico no último sábado, dia 27, o que forçou a equipe de atendimento a iniciar o uso de aparelhos para a manutenção das funções respiratórias do paciente.
Figura central da história esportiva nacional, Parreira construiu uma trajetória marcada por sucessos estratégicos. O ponto de maior brilho de sua carreira ocorreu em 1994, quando conduziu a Seleção Brasileira à conquista do tetracampeonato mundial nos Estados Unidos. O sucesso à frente do escrete canarinho não foi um caso isolado, já que seu currículo internacional inclui passagens pelo comando das seleções da Arábia Saudita, em 1998, e dos Emirados Árabes, em 1990.
No futebol brasileiro, além dos ciclos dedicados à equipe nacional durante a década de 2000, Parreira deixou sua marca em grandes clubes do país. Seu trabalho técnico passou por instituições como o Fluminense e o Corinthians, consolidando-o como um dos nomes mais influentes e longevos à beira do gramado no cenário esportivo brasileiro. Agora, a preocupação de torcedores e colegas de profissão se volta inteiramente para a recuperação do ídolo, que enfrenta seu desafio mais difícil fora das quatro linhas.




























































































