Dallas, Estados Unidos – Carlo Ancelotti já sabe o dia e o horário em que a Seleção Brasileira voltará a campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo — domingo (5), às 17h —, mas o nome do adversário ainda depende de um confronto que promete parar Dallas, nos Estados Unidos. Depois de bater o Japão por 2 a 1 na última segunda-feira (29), o Brasil agora assiste de camarote ao duelo entre Noruega e Costa do Marfim, marcado para as 14h, que definirá seu próximo oponente no torneio.
De um lado do chaveamento está a força física e o poder de fogo dos noruegueses, liderados por Erling Haaland. O centroavante disputa seu primeiro Mundial e já soma quatro gols em apenas duas partidas. Poupado na derrota por 4 a 1 contra a França, o artilheiro está confirmado entre os titulares pelo técnico Stale Solbakken, o homem que recolocou o país no mapa das Copas após quase trinta anos de ausência.
A ameaça aérea do “cometa” nórdico
A Noruega carimbou a vaga na segunda fase como vice-líder do Grupo I, ostentando goleadas como o 4 a 1 sobre o Iraque e uma vitória apertada por 3 a 2 diante de Senegal. Em campo, Haaland carrega uma homenagem peculiar: desde 2025, ele estampa nas costas o nome de sua mãe, Gry Marita Braut, lenda do heptatlo e campeã nacional nas décadas de 1980 e 1990.
Para o Brasil, o desafio tático contra os europeus exigirá atenção redobrada na bola aérea. A estatura média do elenco nórdico destoa da média da competição, e o jogo de pivô do seu principal atacante costuma ser fatal. Parar a força física norueguesa exigirá um encaixe defensivo perfeito.
A velocidade e o equilíbrio marfinense
Se o favoritismo pende para a Europa, a Costa do Marfim contrapõe essa lógica com velocidade e um forte senso de organização coletiva. Atual campeã da Copa Africana de Nações (CAN) de 2024, a seleção se classificou em segundo lugar no Grupo E, tendo vencido o Equador por 1 a 0 e Curaçau por 2 a 0, sofrendo seu único revés diante da Alemanha.
O grande nome da equipe é Yan Diomandé. Atualmente jogando na Alemanha e na mira do Paris Saint-Germain, o jovem carrega uma forte carga emocional nesta Copa. Recentemente, ele comoveu as redes sociais ao publicar uma carta aberta à irmã caçula, Roxane Diomandé, morta em circunstâncias suspeitas em 2025, creditando a ela a força para superar a pobreza.
Com apenas três gols sofridos e quatro marcados na fase de grupos, o time africano aposta em um sistema defensivo compacto e em transições ofensivas velozes, capazes de punir qualquer desatenção com contra-ataques cirúrgicos.
































































































