Accra, Gana – O cenário é de devastação em Gana após uma série de precipitações torrenciais varrerem o país. O balanço oficial aponta 12 mortos, com outros sete indivíduos ainda considerados desaparecidos. A capital, Accra, foi duramente atingida, registrando 169 mm de chuva em apenas 24 horas — um volume que não se via desde 1994, configurando o quarto maior índice pluviométrico das últimas três décadas.
O impacto humanitário ganha contornos dramáticos nas estatísticas do Ministério do Interior: mais de 38 mil pessoas sofreram danos diretos e cerca de 8 mil residentes precisaram abandonar seus lares, deixando para trás propriedades submersas pela força das águas que cruzaram o território nacional.
Enquanto a nação ganesa lida com a calamidade climática, o sistema jurídico norte-americano reafirmou um pilar fundamental de seu ordenamento. A Suprema Corte dos Estados Unidos barrou a ordem executiva de Donald Trump que pretendia negar a cidadania aos filhos de imigrantes ilegais ou turistas nascidos em solo americano. Por uma margem de seis votos a três, o tribunal manteve a vigência do princípio do jus soli.
A decisão da Corte assegura que qualquer pessoa nascida no país, com exceções restritas como filhos de diplomatas, é cidadã por direito constitucional. Reagindo à derrota jurídica, Trump classificou a sentença como lamentável, qualificando a norma atual como onerosa e desproporcional ao interesse nacional. O ex-presidente agora pressiona o Congresso para que aprove uma legislação específica com o objetivo de extinguir o direito de cidadania por nascimento.
Do outro lado do Atlântico, a tensão social domina as ruas da África do Sul. Cidades importantes do país foram palco de manifestações de grande escala, as maiores já vistas, contra a presença de estrangeiros em situação irregular. Em Joanesburgo, o discurso dos manifestantes se concentrou na alegada perda de postos de trabalho para imigrantes, com promessas de continuidade dos atos até que uma medida oficial de expulsão seja adotada. Em Durban, o grupo organizador planeja manter marchas fixas às quintas-feiras.
O governo sul-africano estima que existam atualmente 3 milhões de imigrantes em situação irregular no país. A pressão das ruas já produz resultados práticos: os registros da polícia indicam que mais de 25 mil estrangeiros deixaram o território sul-africano nos últimos dias, impulsionados pelo receio de que a onda de indignação popular escale para confrontos violentos.






























































































