Venda Nova do Imigrante (ES) – A pressão de disputar um Mundial sob os próprios domínios costuma derrubar gigantes, mas os três anfitriões de 2026 conseguiram transformar a expectativa das arquibancadas em resultado de campo. Estados Unidos, México e Canadá carimbaram a vaga para as oitavas de final da competição. Embora passem longe do favoritismo histórico de outros campeões que já ergueram a taça em casa, o trio norte-americano soube explorar a atmosfera local para avançar no torneio.
México busca quebrar tabu contra a Inglaterra
A seleção mexicana chega ao mata-mata com uma campanha impecável. Sob o comando de Javier Aguirre, a equipe venceu quatro partidas, anotou oito gols e não sofreu nenhum. O desempenho empolgou a torcida, fazendo com que as comemorações nas ruas da Cidade do México abafassem os protestos previstos para o período do torneio. O principal motor dessa arrancada é o atacante colombiano naturalizado Julián Quiñones, autor de três gols.
Em sua 18ª participação em Copas, os mexicanos tentam superar um teto histórico: a equipe jamais passou das quartas de final, fase alcançada justamente quando sediou o evento em 1970 e 1986. O próximo desafio será no domingo, 5 de julho, às 21h (horário de Brasília), no mítico Estádio Azteca, diante da Inglaterra. O confronto traz memórias de 1966, quando os ingleses venceram os mexicanos por 2 a 0 em Londres.
Estados Unidos e a força da juventude contra a Bélgica
Do outro lado da fronteira, o futebol parece ter finalmente conquistado o público norte-americano. A seleção dos Estados Unidos acumulou três vitórias e uma derrota na fase de grupos. O técnico argentino Mauricio Pochettino conta com a criatividade de Christian Pulisic, a segurança do lateral Sergiño Dest e o faro de gol de Folarin Balogun, que já balançou as redes três vezes.
Disputando sua 12ª Copa, os americanos costumam parar nas oitavas de final, destino idêntico ao de 1994, quando caíram diante do Brasil. O adversário da próxima segunda-feira, 6 de julho, às 21h, em Seattle, será a Bélgica. O confronto opõe os veteranos belgas Thibaut Courtois, de 34 anos, Kevin De Bruyne, de 35, e Romelu Lukaku, de 33, a um elenco americano jovem e renovado. No histórico, os americanos venceram em 1930, mas os belgas levaram a melhor nas oitavas de 2014, em Salvador.
Canadá tenta surpreender Marrocos longe de seus domínios
No Canadá, onde o hóquei no gelo domina a preferência popular, as arenas de Toronto e Vancouver ficaram lotadas para empurrar a seleção. O técnico Jesse Marsch lidera uma campanha histórica para os canadenses, que disputam apenas sua terceira Copa e nunca haviam vencido um jogo no torneio. Com duas vitórias, um empate e uma derrota, a equipe se apoia nos zagueiros Moïse Bombito e Derek Cornelius, além do talento ofensivo de Jonathan David, autor de três gols, e Promise David.
Como terminou na vice-liderança do Grupo B, o Canadá perdeu o direito de continuar jogando em seu território na fase eliminatória. Após vencer a África do Sul em Los Angeles com gol de Stephen Eustaquio, o grupo viaja para Houston, onde enfrenta o Marrocos no sábado, 4 de julho, às 14h, buscando revanche da derrota por 2 a 1 sofrida na Copa do Qatar, em 2022.
Agenda dos confrontos das oitavas de final:
Sábado, 4 de julho, às 14h: Canadá x Marrocos (Houston)
Domingo, 5 de julho, às 21h: México x Inglaterra (Estádio Azteca)
Segunda-feira, 6 de julho, às 21h: Estados Unidos x Bélgica (Seattle)





























































































