Nova Jersey, Estados Unidos – O atacante Endrick aproveitou a concentração da Seleção Brasileira em Nova Jersey, nos Estados Unidos, para dissipar qualquer vestígio de rusga com o técnico Carlo Ancelotti. O silêncio do jogador durante a estreia no mundial, no último dia 13 de junho — um empate por 1 a 1 com o Marrocos —, alimentou burburinhos nos bastidores sobre o relacionamento entre ambos. Em entrevista coletiva no The Ridge, o camisa 19 rechaçou a ideia de conflito e descreveu o comandante como um profissional “iluminado”.
Ao relembrar a rotina sob o comando de Ancelotti no Real Madrid, Endrick enfatizou a visão coletiva do treinador. “Ele não foca no que é melhor para mim individualmente, mas sim na equipe. Esse é o seu grande trunfo”, pontuou o jovem, que também defendeu o Lyon na última temporada. Segundo ele, as orientações recebidas no clube espanhol sempre foram de paciência, com a promessa de que seu momento chegaria naturalmente. O desempenho na Copa do Rei, onde ganhou sequência como titular e balançou as redes, é citado pelo jogador como prova de que o técnico sabe gerenciar o elenco.
A atenção agora se volta para o próximo compromisso do Brasil: domingo (5), às 17h, contra a Noruega. A partida, válida pelas oitavas de final, surge com uma lacuna no setor ofensivo após Lucas Paquetá sofrer uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda durante a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29). Endrick desponta como o substituto imediato, mas prefere manter a serenidade típica de quem se ampara na fé e no suporte dos mais experientes.
A transição para o nível profissional tem sido mediada por conversas frequentes com veteranos. O atacante revelou que compartilha momentos de descontração e troca de experiências com nomes como Neymar, Marquinhos, Casemiro e Alisson. “São figuras inteligentes do futebol”, afirmou, traçando um paralelo com a orientação que recebia de Gustavo Gómez nos tempos de Palmeiras.
Caso o treinador opte pela escalação de Endrick, o torcedor pode assistir a uma parceria que atravessa gerações. Ele e Rayan, que se destacaram desde os dez anos de idade em torneios como a Go Cup, compartilham uma trajetória iniciada nas categorias de base. “Nós revíamos fotos de 2017 e nem imaginávamos estar aqui agora”, recordou. O desafio contra os noruegueses não permite erros, algo que o atacante parece compreender ao afirmar que, independentemente da titularidade, o foco permanece estritamente alinhado ao plano desenhado pela comissão técnica para a sequência do torneio.




























































































