Bogotá, Colômbia – Uma comitiva do Mecanismo Internacional de Especialistas Independentes encerrou uma visita de 11 dias à Colômbia com um alerta severo: o racismo sistêmico permanece entranhado na sociedade e nas instituições do país. O grupo percorreu Bogotá, Cartagena e Cali para colher relatos e analisar como a população negra enfrenta cotidianamente a exclusão e a violência.
O governo colombiano recebeu elogios pontuais da missão por iniciativas como a criação do Ministério da Igualdade e Equidade. Os especialistas também reconheceram avanços na revisão das diretrizes para o uso da força policial em manifestações e no treinamento de agentes voltado aos direitos humanos. Contudo, tais esforços ainda esbarram na escala do problema.
Víctor Rodríguez, um dos integrantes da missão, foi direto ao ponto: o racismo está tão enraizado que se perpetua de forma inconsciente no dia a dia. Na prática, o custo dessa omissão recai sobre os jovens negros, principais vítimas tanto da truculência policial quanto das investidas de grupos armados que ainda operam em diversas regiões colombianas.



























































































